quinta-feira, fevereiro 28, 2019

As misérias humanas


Por Joseph Tissot, “A arte de aproveitar as próprias faltas”
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É ao mesmo tempo uma honra mas também um tormento para o homem decaído que jamais consiga se habituar às suas faltas. Príncipe destronado, desclassificado pelo pecado dos seus primeiros pais, ele conserva, apesar disso, no mais fundo do coração, o sentimento da sua nobreza de origem e da inocência que deveria caracterizá-lo. Cada vez que cai, reprime com esforço uma exclamação de surpresa, como se lhe tivesse acontecido um acidente extraordinário; assim como Sansão, quando privado da sua força pela mão traiçoeira que lhe cortou os cabelos. Levanta-te!, gritavam-lhe, Os filisteus estão aí! E ele levantava-se, imaginando que, como antes, encheria de terror os seus inimigos, mas sem lembrar-se que o vigor de outrora o havia abandonado. (Jz 16,20)
Por mais nobres que sejam em nós as raízes desta disposição, os seus frutos são funestos demais para não os detestarmos. Como veremos em breve, o desânimo leva as almas à perdição, mas podemos estar certos de que esse sentimento só nos invadirá se lhe abrirmos as portas pelo espanto que se segue à queda. Contra este grande perigo é que São Francisco de Sales, nas páginas que se seguem, vai nos acautelar.
A exemplo dos grandes Doutores da Igreja e dos sábios mais lúcidos, o bem-aventurado Bispo de Genebra, São Francisco de Sales, manifestou sempre extrema compaixão pela fraqueza do homem. Dizia: “Ó, miséria humana, miséria humana! Como estamos rodeados de fraquezas! Que podemos esperar de nós mesmos senão quedas contínuas?”.[1]

quinta-feira, fevereiro 21, 2019

O Cristianismo não rejeita o Corpo

Por Christopher West, “Teologia do corpo para principiantes”
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   Pessoas religiosas estão acostumadas a dar maior ênfase às coisas “espirituais”. Entretanto, muitos não estão familiarizados, e muitas vezes sentem-se desconfortáveis, diante de uma ênfase no corpo. Mas isso revela uma separação muito perigosa ou um dualismo em nosso pensamento. O espírito tem certa prioridade sobre a matéria, uma vez que Deus, em Si mesmo, é puro espírito. Todavia, Deus é o autor do mundo físico e, em sua sabedoria, Ele não nos fez puro espírito. Ele nos fez espíritos encarnados: uma unidade física e espiritual.
    Viver uma “vida espiritual” como cristão nunca significa separar-se do mundo físico. Jesus estava “longe das filosofias que desprezavam o corpo, a matéria e as realidades deste mundo”, insiste o Papa Francisco. Contudo, o Papa Francisco também reconhece que tais “dualismos combalidos tiveram notável influência nalguns pensadores cristãos e desfiguraram o Evangelho” (LS 98). A TdC de São João Paulo II oferece uma correção definitiva a estas desfigurações que fizeram com que vários cristãos crescessem pensando no mundo físico (especialmente em seus próprios corpos e sexualidade) como algo mau. Esse é um antigo erro teológico chamado de maniqueísmo, e não poderia estar mais distante de uma autêntica perspectiva cristã. Na verdade, este é um ataque direto ao Cristianismo em suas raízes mais profundas. Tudo na fé cristã tem o eixo na Encarnação, no “Verbo feito carne”. Nossa religião é uma religião encarnada, e nós devemos ter muito cuidado para nunca a desencarnar. É sempre o inimigo quem deseja negar que o Cristo se encarnou (cf. 1Jo 4,2-3).

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

O medo


Por Fernando Sarráis, “Compreender a afetividade”
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O medo é uma emoção cuja finalidade natural é contribuir para a conservação da vida e do bem-estar, pois nos informa de perigos físicos e psicológicos, presentes e futuros. É considerado uma emoção negativa porque, enquanto dura, produz sofrimento, ou seja, é desagradável. Tem a sua origem em estímulos negativos (perigos) e com frequência produz condutas negativas (fuga, mentira, submissão).  
O medo surge quando tomamos consciência (conhecimento) de um perigo para a nossa integridade física e/ou psicológica, e imediatamente nos impulsiona a realizar alguma ação orientada a evitar ou minimizar o possível dano que esse perigo ameaça impor.  
Assim, o medo é um sinal de alarme emocional que informa à razão de que há um perigo real ou imaginário, presente ou futuro. É também um motor que nos impele a agir em defesa de nós mesmos ou dos nossos seres queridos. Portanto, o medo tem duas funções: uma informativa e outra impulsiva (ou energética).  
O medo surge quando a situação que causa sofrimento ainda não é presente, mas nos instiga a evitá-la. Quanto mais distante for o perigo, menor será o medo, mas a sua intensidade vai aumentando à medida que essa ameaça se aproxima no tempo e no espaço, e quanto mais inevitável se mostra. Quando a intensidade do medo é insuportável ou insofrível, chama-se pânico ou terror. Estes sentimentos costumam surgir diante de perigos muito graves, iminentes ou inevitáveis, e impulsionam a realizar condutas irracionais de fuga.  

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

O que significa a Missa

Por Pius Parsch, “Para entender a Missa”
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Uma lembrança de Jesus 

Vós me perguntais, caríssimos irmãos: o que é propriamente a Missa? Introduzo-vos no Cenáculo que já conheceis. Vemos aí o Salvador, sentado à mesa entre seus doze Apóstolos. É um grande e solene momento. Como um pai antes de morrer reúne os seus filhos para lhes dizer sua derradeira vontade, assim também o faz o Salvador. Faz seu testamento. Toma o pão e o converte em seu corpo; toma um cálice com vinho e transforma este em seu sangue; e serve-os a seus Apóstolos. Pronuncia, então, as significativas palavras: “Fazei isto em memória de mim”. O que quer dizer com isto? 
Façamos outra comparação. Imaginai que vossa mãe, no leito da agonia, vos chama e diz: 
“Meu filho, peço-te que, quando eu morrer, rezes por mim, todos os domingos, um Pai Nosso”. O que faríeis? Seria preciso que tivésseis um coração de pedra para não terdes como sagrado o último desejo de vossa mãe, e não o cumprirdes fielmente. Vou contar-vos um pequeno fato de minha vida. Tinha eu uma avó piedosa, que viveu seus últimos anos na casa de meus pais, e atingiu a idade de oitenta e cinco anos. Na última vez que a vi, eu era aluno de teologia e passava, então, as férias na minha cidade natal. Um dia, ela me chamou de parte e disse em tom solene, muito emocionada: “João, (era o meu nome de batismo) quando eu morrer, reza por mim! Ainda menina, continuou ela, pediu-me também a minha avó que não a esquecesse nas minhas orações; agora tenho oitenta e cinco anos completos, e não a esqueci nem um só dia”. Isto me disse minha avó.
Se devemos ter em tanta estima a última vontade dos nossos entes queridos, não haveremos de cumprir com mais fidelidade o que Deus deseja e quer? Pois bem, o próprio Salvador está diante de nós; na última ceia reúne ao Seu redor, na pessoa de seus Apóstolos, a cristandade de todos os tempos; Ele, o Senhor, Deus, o Juiz, o Salvador, o grande Benfeitor, mais digno de apreço do que pai e mãe, se dirige a vós: “Filho, se me amas, faze em memória de mim o que acabo de fazer na Ceia.” — E não haveis de o fazer com santo respeito? 

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Como converter boas ações em bons hábitos?






Toalha molhada em cima da cama, luzes acesas em todos os cômodos, dever de casa atrasado, verduras abandonadas no canto do prato, cara feia na hora de ir para a cama... Se essas cenas lhe soam familiares, então você precisa conhecer o Jogo dos Hábitos!



Trata-se de um jogo de cartas, elaborado para famílias que desejam ensinar bons hábitos às suas crianças. Através de uma abordagem descontraída e cheia de significado o jogo pretende proporcionar um convívio familiar alegre e educativo.
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