quinta-feira, novembro 15, 2018

5 livros para se levar em um primeiro retiro espiritual



        Antes de iniciar a sua vida pública, Jesus retirou-se por 40 dias no deserto (Mt 4,2), onde jejuou e orou a Deus. A exemplo de Cristo, todo cristão é convidado a participar de um retiro, momento de restabelecer a amizade com Deus e tirar bons propósitos para sempre avançar no caminho da santidade.
Os diretores espirituais costumam recomendar livros para se ler nos períodos de recolhimento, e é importante que seja uma boa obra, isto é, que suscite temas para a oração e conversa com Deus.
Se você não tem um diretor espiritual que lhe indique um bom livro, veja aqui algumas de nossas sugestões, cuidadosamente escolhidas para que o seu primeiro retiro seja um momento de profundo e intenso trato com Deus. Todas as obras indicadas estão disponíveis para compra em nossa loja virtual (www.cultordelivros.com.br) – basta clicar na imagem de capa.


O autor desta obra, padre Francisco Faus, é muito conhecido por suas pregações didáticas e profundas. No livro “Para estar com Deus”, Faus dá conselhos práticos (orações, terço, dicas de exame de consciência, maneira adequada de se fazer uma Confissão, leitura do Evangelho) ao leitor que deseja aprimorar sua vida espiritual e estar sempre na presença de Deus.
Veja a proposta do autor no seguinte trecho:

“Este livro foi escrito com a esperança de ajudar o leitor a estar com Deus, a estar habitualmente com Ele, realizando assim o desejo de Jesus: Permanecei no meu amor (Jo 9,9). Não se trata de uma coleção de aulas teóricas – embora tenham sempre presente a doutrina católica –, mas de experiências, sugestões concretas para ir alcançando a vida interior (tão necessária a todos nós, excessivamente presos às coisas exteriores!), a fim de que, tendo Deus bem no íntimo da alma, possamos ser portadores de Deus, outros Cristos – assim se chamavam os primeiros cristãos –, e levar a luz, o calor e a paz de Deus ao próximo e à sociedade em que vivemos.”

Você é uma alma de boa vontade? Neste pequeno livro, Joseph Schrijvers (1876-1945), o redentorista belga, traz breves textos meditativos sobre como ser generoso com Deus e, assim, corresponder à Sua generosidade.
Leia um trecho do livro:

“Amar contemplando, trabalhando e sofrendo, eis o segredo da alma de boa vontade. Cada voo a eleva mais alto na sua ascensão para Deus, transporta-a para mais longe na sua imensidade, aproxima-a do foco da luz. As páginas seguintes terão por fim explicar às almas de boa vontade a maneira de amar a Deus dessa forma – na oração, na ação e no sofrimento –, em tudo e sempre.”

Outro livro de Joseph Schrijvers (1876-1945), um clássico que aborda a plena e verdadeira confiança do homem em seu Criador. Schrijvers trata dos princípios, das práticas e das consequências do ato de abandonar-se em Deus, e termina com o exemplo máximo deste tipo de entrega: Nossa Senhora com o seu “fiat”, isto é, “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a Tua palavra.” (Lc 1:38)
Leia um trecho:

quinta-feira, novembro 08, 2018

Depois de uma queda, levantar-se imediatamente


Por Joseph Tissot, “A arte de aproveitar as próprias faltas”, pág 16 e 17.
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Como seríamos indulgentes com os nossos irmãos se meditássemos bem nestes pensamentos! Como nos identificaríamos com a inefável paciência d’Aquele que, antes de investir os seus Apóstolos do poder de perdoar os pecados, lhes recomendava que perdoassem não sete vezes, mas setenta vezes sete! (Mt 18,22).
É claro que esta indulgência, tanto em relação às faltas próprias como em relação às alheias, não deve ir ao ponto de olhá-las com indiferença. Uma coisa é não se espantar com elas, outra é não as detestar nem se esforçar por repará-las. O lavrador não se espanta de ver as ervas daninhas invadirem o seu campo, mas nem por isso se esforça menos por arrancá-las.
São Francisco de Sales, depois de nos ter dito em sentido absoluto, sem sequer excetuar os pecados mortais, que “quando incorrerdes em alguma falta, não vos admireis”; e depois de nos ter advertido que “se soubéssemos bem quem somos, em vez de nos admirarmos de ver-nos por terra, pasmaríamos ao pensar como podemos permanecer de pé”, ele recomenda-nos vivamente que não continuemos “caídos e enlameados” no lugar em que tropeçamos, e acrescenta: “Se a violência da tempestade às vezes nos perturba um pouco o estômago ou nos causa uma pequena vertigem, não seja isso motivo de espanto; antes, tão depressa quanto pudermos, retomemos a respiração e o ânimo para seguir em frente”.
“Quando caíres, levanta-te com uma grande serenidade, humilhando-te profundamente diante de Deus e confessando-lhe a tua miséria, mas sem te admirares da tua queda. Afinal, o que há de extraordinário em que a enfermidade seja enferma; a fraqueza fraca e a miséria, miserável? Detesta, sim, com todas as tuas forças, a ofensa que fizeste a Deus, e depois, com uma grande coragem e confiança na Sua misericórdia, volta ao caminho da virtude que havias abandonado”.

quinta-feira, novembro 01, 2018

5 obras inspiradoras para estar em sintonia com o Sínodo dos Jovens




Durante o mês de outubro de 2018, foi realizado o Sínodo dos Jovens - Fé, Discernimento e Vocação, no Vaticano. Com cerca de 1 bilhão e 800 mil jovens no mundo hoje vivenciando os desafios da contemporaneidade, é essencial compreender o que pensam, sentem e desejam. 
Para acompanhar este momento na vida da Igreja e do mundo, sugerimos alguns títulos que podem nortear a espiritualidade de jovens de corpo e de alma e ser uma fonte de inspiração para viver os mais altos ideais que estão, lá no fundo, presentes em todos os corações. 
  

A biografia deste jovem italiano, escrita por Rafael Taniguchi, é de tirar o fôlego. Pier Giorgio Frassati é uma figura que apresentou coerência entre o que acreditava e o que vivia em seu cotidiano. Filho de uma rica família, Frassati era um “ponto fora da curva”: seu amor pelos pobres se evidenciava em ações concretas, como economizar até em sua própria alimentação e estadia em viagens para que pudesse ajudar quem precisasse.
Nas palavras de São João Paulo II: "Ele proclama, com seu exemplo, que vale a pena sacrificar tudo para servir ao Senhor. Testemunha que a santidade é possível para todos e que só a revolução da caridade pode incendiar no coração dos homens a esperança de um futuro melhor."


Rafael Llano Cifuentes mostra, nesta obra, toda a potência que a juventude traz consigo. Apresenta-a como uma qualidade da alma, inerente a todos aqueles que se lançam a viver por algo grande, maior que si mesmos. Expõe também algumas de suas características, concentrando, de maneira especial, na fortaleza e nos meios para obtê-la.
“A juventude é uma intensidade vital lançada para frente; um desejo profundo de realização, criado e recriado a cada dia; uma tensão voltada à realização de um ideal que absorve todas as energias do coração. É como um vetor de força anímica”, reflete Cifuentes.



Do mesmo autor de “A força da juventude”, este livro é bastante atual para o nosso tempo, repleto de pessoas angustiadas, ansiosas, desamparadas, vazias.
Ao longo das primeiras páginas, já é possível tocar em pontos fundamentais para a existência humana: “Quem é o homem? Para quê vive?”. Ao propor a reflexão se Deus é uma realidade ou ficção, Cifuentes descontrói algumas ilusões geradas por quem não crê e recolhe impressionantes exemplos que apontam que a fé se sobrepõe e o sentido da vida ressurge sempre.




quinta-feira, outubro 25, 2018

A Fé da Santíssima Virgem

Por D. Ildefonso Rodriguez Villa, “Virtudes de Nossa Senhora”, pág 20 a 22.
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1. Racionalidade da fé.
 Apesar das suas obscuridades, e apesar de exigir de nós o admitir verdades que não compreendemos, a nossa Fé é sumamente racional. Não degrada o homem, nem o humilha, nem rebaixa a sua dignidade. Antes, pelo contrário, sublima-o, dignifica-o sumamente, fazendo-o conhecer coisas que sem ela jamais conheceria. Que amplos horizontes, e quão grandiosos não abre a fé diante dos olhos do entendimento humano!
Meditando isto, S. Jerônimo exclama: Estais coisas foram desconhecidas para Platão, o eloquente Demóstenes ignorava-as, todos os filósofos e sábios antigos não puderam nem sequer vislumbrá-las um pouco, e qualquer criança das nossas escolas sabe, com o seu catecismo, infinitamente mais que todos eles juntos.
Não, não é irracional a nossa fé; é qualquer coisa acima do nosso entendimento, e por isso não chegamos a compreender tudo o que nos ensina; não é, porém, qualquer coisa contra a razão, como os ímpios. Deus pede-nos que admitamos a sua palavra sem hesitações e sem vacilações. Por isso, havemos de crer cegamente, mas não imprudentemente. Fé pronta e cega, não é uma fé imposta à força e irracional.

2. Causas da obscuridade da fé.
São as seguintes:
a) Não nos deve causar admiração o não chegarmos a compreender o que conhecemos pela fé, porque são verdades tão profundas tão infinitas e tão divinas, que naturalmente não podem entrar no nosso entendimento.
Imagina quão mesquinho seria o nosso Deus, se pudesse ser compreendido pela nossa inteligência, e se abrangêssemos toda a sua essência com a luz da nossa razão. Recorda o que dizia Santa Teresa, que “acreditava nas verdades mais difíceis e obscuras, com mais firmeza e com maior devoção, porque nelas reconhecia um caráter mais próprio da grandeza de Deus”.
Que admiração que essa grandeza seja para nós incompreensível! Se havemos de passar a eternidade vendo continuamente coisas novas na essência de Deus sem esta nunca se esgotar, como queremos agora entender e abranger tudo? Isto sim, é que seria absurdo e irracional.

quinta-feira, outubro 18, 2018

A minha alma glorifica o Senhor

Por São João Eudes, “Magnificat, o cântico de Maria” pág 13 a 17.
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       Esse primeiro versículo contém quatro palavras apenas, mas cheias de grandes mistérios. Consideremo-las atentamente e com espírito de humildade, respeito e piedade, para que nos animemos a glorificar a Deus com a Bem-aventurada Virgem, pelas grandes e maravilhosas coisas que operou n’Ela, por Ela, para Ela e também para nós.
A minha alma glorifica o Senhor: observai que a Bem-aventurada Virgem não diz “Eu glorifico”, mas “A minha alma glorifica o Senhor”, para demonstrar que Ela O glorifica do mais íntimo do seu coração e em toda a extensão de suas potências interiores. Não O glorifica somente com os lábios e a língua, mas emprega todas as faculdades de sua alma, o entendimento, a memória, a vontade e todas as potências das partes superior e inferior de sua alma.
E não O glorifica somente em seu nome particular, nem para satisfazer às infinitas obrigações que tem de fazê-lo por motivo dos inconcebíveis favores que recebeu de sua divina bondade; mas glorifica-O em nome de todas as criaturas e por todas as graças que Ele concebeu a todos os homens, fazendo-Se homem para deificá-los e para salvar a todos, se quiserem corresponder aos desígnios do inconcebível amor que tem por eles.
A minha alma glorifica o Senhor: Qual é esta alma que a Bem-aventurada Virgem chama a sua alma? Respondo, em primeiro lugar, que acho num grande autor, o Cardeal Marcos Vigier, a opinião de que essa alma da Bem-aventurada Virgem, é o seu Filho Jesus, que é a alma de sua alma.
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