quinta-feira, outubro 25, 2018

A Fé da Santíssima Virgem

Por D. Ildefonso Rodriguez Villa, “Virtudes de Nossa Senhora”, pág 20 a 22.
Clique aqui e veja o livro em nossa nova loja virtual.


1. Racionalidade da fé.
 Apesar das suas obscuridades, e apesar de exigir de nós o admitir verdades que não compreendemos, a nossa Fé é sumamente racional. Não degrada o homem, nem o humilha, nem rebaixa a sua dignidade. Antes, pelo contrário, sublima-o, dignifica-o sumamente, fazendo-o conhecer coisas que sem ela jamais conheceria. Que amplos horizontes, e quão grandiosos não abre a fé diante dos olhos do entendimento humano!
Meditando isto, S. Jerônimo exclama: Estais coisas foram desconhecidas para Platão, o eloquente Demóstenes ignorava-as, todos os filósofos e sábios antigos não puderam nem sequer vislumbrá-las um pouco, e qualquer criança das nossas escolas sabe, com o seu catecismo, infinitamente mais que todos eles juntos.
Não, não é irracional a nossa fé; é qualquer coisa acima do nosso entendimento, e por isso não chegamos a compreender tudo o que nos ensina; não é, porém, qualquer coisa contra a razão, como os ímpios. Deus pede-nos que admitamos a sua palavra sem hesitações e sem vacilações. Por isso, havemos de crer cegamente, mas não imprudentemente. Fé pronta e cega, não é uma fé imposta à força e irracional.

2. Causas da obscuridade da fé.
São as seguintes:
a) Não nos deve causar admiração o não chegarmos a compreender o que conhecemos pela fé, porque são verdades tão profundas tão infinitas e tão divinas, que naturalmente não podem entrar no nosso entendimento.
Imagina quão mesquinho seria o nosso Deus, se pudesse ser compreendido pela nossa inteligência, e se abrangêssemos toda a sua essência com a luz da nossa razão. Recorda o que dizia Santa Teresa, que “acreditava nas verdades mais difíceis e obscuras, com mais firmeza e com maior devoção, porque nelas reconhecia um caráter mais próprio da grandeza de Deus”.
Que admiração que essa grandeza seja para nós incompreensível! Se havemos de passar a eternidade vendo continuamente coisas novas na essência de Deus sem esta nunca se esgotar, como queremos agora entender e abranger tudo? Isto sim, é que seria absurdo e irracional.

b) Por outra parte, Deus não exige que creiamos tanto às cegas que nos seja proibido examinar os motivos e fundamentos da nossa fé. Pelo contrário, este exame é muito do agrado de Deus, para que assim saibamos no que cremos e porque cremos.
Temos, entre outros motivos, os milagres e as profecias de Jesus Cristo, que foram feitas em confirmação destas verdades; tais milagres e profecias devemos meditar e estudar com frequência. Pois, além da doutrina e consequências práticas que da sua meditação podemos tirar servem admiravelmente para demonstrar a origem divina dos dogmas da Fé que a Igreja nos propõe para crer.
c) E finalmente, para tornar mais racional o ato da nossa Fé, pensemos que Deus não nos manda crer senão naquilo que com autoridade infalível, declarou verdade dogmática e revelada, pela Igreja Católica, isto é, que devemos crer porque Deus a revelou. Mas sabemos que Deus a revelou porque a Igreja assim no-lo diz e ensina; que seja contrário ao amor de Jesus, e tudo o que ames neste mundo, ama-O nEle, e por Ele. Comecemos já a amar intensamente aqui aquele que queremos e esperamos amar na glória por toda a eternidade.
Resolução: Meditarei com frequência em Jesus, na sua amabilidade, quer dizer, nas suas perfeições e virtudes, que o tornam infinitamente amável. Pedirei instantemente o aumento do divino amor. Farei atos frequentes de amor durante o dia.
Jaculatória: Jesus amável, digno de infinito amor, aumenta no meu coração o amor por Ti, e leva-me ao céu, onde possa amar-Te sem imperfeição e sem mudanças, por toda a eternidade

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...