quinta-feira, julho 26, 2018

Pela Santa Missa adoramos dignamente a Deus

São Leonardo de Porto Maurício, “Excelência da Santa Missa”, pág 30 a 32.
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Nossa primeira obrigação para com Deus é adorá-Lo e honrá-Lo. É preceito da própria lei natural que todo ser inferior deve homenagem a seu superior. E quanto maior a dignidade deste, tanto maiores devem ser as honras que se lhe prestam.
Daí resulta que, sendo Deus de majestade infinita, homenagens infinitas Lhe devemos.
Mas, infelizes que somos, onde encontraremos oferenda digna de nosso Criador? Olhemos todas as criaturas do Universo: coisa alguma encontraremos digna dele. Que oferenda poderá ser digna de Deus senão o próprio Deus? É necessário, pois, que Aquele que está sentado em seu trono no mais alto dos céus desça para oferecer-se como vítima sobre os nossos altares, a fim de que a homenagem corresponda perfeitamente à Excelência de sua grandeza infinita.
Isto é o que se realiza na Santa Missa, através da qual Deus é honrado na medida que a sua dignidade exige, porque é adorado pelo próprio Deus. Jesus Cristo põe-se sobre o altar em estado de vítima, e por este ato de humilhação inefável, adora a Santíssima Trindade tanto quanto esta é adorável. Isso de tal modo que todas as outras homenagens que lhe possam prestar as criaturas puras, comparadas a essa humilhação de Jesus, desaparecem como as estrelas na presença do sol.
Conta-se que uma santa alma, totalmente abrasada de amor a Deus e cheia de desejo de glorificá-Lo, exclamava com frequência: “Ah! Deus meu! Quisera ter tantos corações e tantas línguas como há de folhas nas árvores, de átomos no ar e de gotas d’água no mar, para vos amar e louvar como mereceis. Oh! Se eu tivesse em meu poder todas as criaturas para deixá-las em vossos pés, a fim de que todas se consumissem de amor por vós, contanto que eu vos amasse mais que todas juntas, mais que todos os Anjos, os Santos e todo o Paraíso!”.

Certo dia em que ela se entregava a estes doces desejos, ouviu o Senhor responder-lhe: “Consola-te, minha filha, pois participando de uma só Missa com devoção, tu dás toda esta glória que desejas, e ainda infinitamente mais”.
Admiras-te talvez com esta afirmação? Não tens motivo, pois nosso bom Salvador não é somente Homem, mas Deus verdadeiro e Todo-Poderoso. Quando Ele se aniquila sobre o altar, dá glória e honra infinitas à Santíssima Trindade. É deste modo que nós, que participamos com Ele no oferecimento deste grande Sacrifício, também damos homenagem e glória infinitas a Deus.
Oh! Que ato tão sublime! Digamos uma vez mais, pois importantíssimo é sabê-lo. Assistindo à Santa Missa com devoção, prestamos a Deus adoração, honra e homenagem infinitas.
Deixa-te empolgar de admiração, e reconhece que é absolutamente verdade dizer que, ao assistirmos com devoção à Santa Missa, damos a Deus mais glória do que lhe dão todos os Anjos e todos os Santos no céu com suas adorações, pois eles são apenas simples criaturas, e suas homenagens, portanto, são limitadas e finitas. Na Santa Missa, no entanto, é Jesus quem se aniquila e esta humilhação é de valor e mérito infinitos. Por conseguinte, a glória e a honra que por meio d’Ele prestamos a Deus na Santa Missa são infinitas.
Sendo assim, quão dignamente não quitaremos a nossa primeira dívida com Deus assistindo à Santa Missa! Oh! Mundo cego e insensato, quando abrirás os olhos para compreender verdades tão importantes? E haverá, no entanto, quem tenha ainda a ousadia de dizer: “Uma missa a mais, uma missa a menos, pouco importa”? Que cegueira tão deplorável!

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