terça-feira, dezembro 08, 2015

Como sei que é ele(a)? Os 3 critérios que ajudam na escolha do cônjuge




E este é um assunto crucial que muitos resolvem com uma alegre despreocupação, com uma inconsciência suicida.
Pergunte a si mesmo: por que você escolhe ou escolheu uma pessoa?

-Gosto dela;
-A gente se dá bem;
-Ela é divertida;
-Ela me dá segurança;
-É OK...;
-É menos estranha que as outras;
-É diferente.

Se a sua escolha tem a ver com a trilha sonora de “Operación Triunfo (1)” (“A tu lado me siento seguro[a]”), já é um bom começo. Só que isso é pouco, e você pode cair num precipício. Se a sua escolha tem mais a ver com as outras seis opções, idem.
“A gente se dá bem”, “ela é divertida”, “é OK”... Que científicos alguns dos argumentos que pululam, com demasiada frequência, para escolher o companheiro da vida inteira e pai ou mãe dos filhos.
Alguns desses argumentos são até válidos como ponto de partida, mas por si só não são motivos válidos para uma escolha séria e responsável. Se as moças apenas focassem na segurança, teriam que trocar de namorado o tempo todo; e se os rapazes focassem apenas na beleza física, a lista de candidatas seria interminável.
Escolher a esposa – ou o marido – implica dar um passo a mais, ponderar muitos outros fatores além da primeira impressão, por mais encantadora que seja.
Com que tipo de mulher (ou homem) quero compartilhar minha vida? Quem vai sintonizar melhor com o meu modo de ser? São perguntas necessárias para encarar a questão.


Os 3 critérios



Ter uma ideia clara de como queremos que seja o outro vai facilitar muito a tarefa de escolher. A bem da verdade, é o primeiro critério da seleção. E simplifica um problema bastante complexo: como harmonizar a estatística – que é de exatas – com o amor – que é de humanas e, ainda por cima, cego? É verdade que há milhões de homens e mulheres e que escolher é como achar uma agulha num palheiro. Mas o retrato automático diminui consideravelmente a amostragem.

O segundo critério de seleção nos é dado pela vida: as circunstâncias que nos rodeiam. Como encontrar a pessoa destinada a nós no mar de indivíduos do sexo oposto? Começando pelo que há de mais próximo: o trabalho, a cidade, o bairro, os colegas e amigos, os conhecidos da família. Também servem – e muito – as amigas da irmã, as amigas dos amigos e as amigas das amigas. Até o clube de montanhismo, de ecologia, a paróquia, a ONG... Enfim, o cotidiano, aquilo que está próximo dos gostos e interesses de cada um.

O terceiro e mais importante critério, por outro lado, precisa ser mais trabalhado. Trata-se das afinidades com a pessoa que você acaba de conhecer. O sexo marca a desigualdade; a cultura e a educação marcam a afinidade. Você escolhe a diferença (o homem escolhe a mulher e vice-versa), mas, para que essa relação seja possível, procure pontos em comum.

Procurar namorado(a) é como caçar marcianos: são seres de outro planeta, ou seja, outro sexo. O que constitui um desafio. Você não vira namorado do seu melhor amigo, muito menos casa com ele, mas com alguém que não apenas é biológica e anatomicamente diferente de você, mas com alguém cuja psicologia e a sensibilidade operam em outra frequência. O masculino é antípodas do feminino, e o feminino do masculino.
Quem se casa, casa com a diferença. E isso é maravilhoso.


(1) Concurso de música televisionado pela emissora espanhola TVE. 


Os autores

Trecho extraído de:
Alfonso Basallo, Teresa Díez. Um pijama para dois – O casamento é uma máquina de produzir felicidade – Manual de instruções / Alfonso Basallo e Teresa Díez; tradução de Cristian Clemente. 2ªedição – São Paulo; Cultor de Livros, 2015.

Disponível para compra: http://bit.ly/pijama-para-dois

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